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Mapa do Brasil - Séc. XVI

Um pouco de história em cada esquinaSão Sebastião é a cidade mais antiga do Litoral Norte.
Antes da colonização portuguesa, a região de São Sebastião era ocupada por índios Tupinambás ao norte e Tupiniquins ao sul, sendo a serra de Boiçucanga - 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos. O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia em que passou ao largo da Ilha de São Sebastião - hoje Ilhabela - a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de 1502.

Américo Vespúcio

Américo Vespúcio, navegador e explorador florentino. Em sua homenagem o novo mundo descoberto por Cristovão Colombo recebeu o nome de América.

 

A ocupação portuguesa ocorre com o início da História do Brasil, após a divisão do território em Capitanias Hereditárias. Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso e Francisco de Escobar Ortiz foram os sesmeiros que iniciaram a povoação, desenvolvendo o local com agricultura e pesca. Nesta época a região contava com dezenas de engenhos de cana de açúcar, responsáveis por um maior desenvolvimento econômico e a caracterização como núcleo habitacional e político. Isto possibilitou a emancipação político-administrativa de São Sebastião em 16 de março de 1636.
PIRATAS E CORSÁRIOSEsta emancipação foi motivada ainda pela necessidade de proteger a região dos ataques dos piratas e corsários ingleses, franceses e holandeses, presença constante na região devido ao intenso tráfego de navios mercantes da frota real portuguesa. Canhões protegiam a vila dos invasores que utilizavam a Ilha de São Sebastião como refúgio e costumavam atacar e saquear os povoados.
O
principal deles, o lendário pirata inglês THOMAS CAVENDISH usava a região como base, saqueando cidades desde a Patagônia, sul da Argentina, até o nordeste brasileiro. Pilhou a cidade de Santos em pleno dia de Natal, incendiando a Vila de São Vicente. Um motim a bordo, ao largo da baia de Castelhanos, na Ilha de São Sebastião, teria levado a tripulação a enforcar Candish, como também era conhecido o corsário, no mastro do galeão Leicester, nau principal da sua frota de cinco embarcações.

O
utro corsário famoso que freqüentava a região, era o almirante RENÉ DUGUAY - TROUIN ( 1673 - 1736 ), nobre francês, audacioso, comandou a esquadra de dezessete embarcações que em 1711 invadiu e conquistou a cidade do Rio de Janeiro.

René Duguay - Trouin - Séc. XVIII

RENÉ DUGUAY - TROUIN

RENÉ DUGUAY - TROUIN - Tenente General da Esquadra Naval e Comandante da Real Ordem Militar de São Luis.

Brasão da Esquadra de René

 

O PORTO COMO FATOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O desenvolvimento econômico foi baseado em culturas como a cana de açúcar, o café, o fumo e a pesca da baleia. O porto local, de grande calado natural, era utilizado para o transporte de mercadorias e também pelos navios que faziam o transporte do ouro das Minas Gerais, e também por piratas e contrabandistas. Na metade do século passado a região tinha 106 fazendas, onde 2.185 escravos produziram 86 mil arrobas de café no ano de 1854.

Casa Grande e Engenho

Casa Grande e Engenho de Cana


A economia sebastianense entra em declínio com a abolição da escravatura e abertura da ferrovia Santos-São Paulo, o que aumentou a saída de mercadorias pelo porto de Santos. É quando passam a predominar a pesca artesanal e a agricultura de subsistência, com pequenas roças de mandioca, feijão e milho, característica das comunidades caiçaras isoladas mesmo nos dias de hoje. Nos anos 40, implanta-se a infra-estrutura portuária e nos anos 60 chega o terminal marítimo de petróleo, da Petrobras, fatores decisivos para a retomada do desenvolvimento econômico. A "descoberta" de São Sebastião como destino turístico depois da abertura da rodovia Rio-Santos no final dos anos 70 veio proporcionar a São Sebastião mais uma oportunidade de desenvolvimento, agora baseada no turismo. De maneira controlada e ecológica, o turismo hoje é a vocação assumida pelos sebastianenses como maneira de movimentar sua economia.

 

 

 
 
 
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